22 de maio de 2009

Pássaro / Anjo

Se és um anjo, que voe ao infinito.
Viva as dores, levante vôo, cante e sorria
Tu és um belo pássaro, belo lindo e findo.
Eternas suas alegrias
Pássaro do céu
Anjo de fogo
Tardia a liberdade e vida
Proclame suas histórias
Espalhe o amor enquanto é dia


Se és um anjo voe
Também és pássaro, então cante
Se és de fogo, queime
Se és liberto, viva

Pássaro / Anjo que és
No dia que a saudade te consome
Volta e mata tua dor
Conte as alegres histórias
Por fim celebre em minha companhia.

Se não existe mudança, não existe aprendizagem...

Sabe-se que a mudança é a única constante do universo e nunca vivemos o mesmo momento. O tempo sempre avança, não para nem recua, e junto com o tempo, o planeta não para de girar em torno do sol, nem em torno de si mesmo. Nunca estamos no mesmo lugar, e giramos a uma velocidade constante de 1674 km/h junto com o planeta, isso é mudança.
O ser humano faz parte da mudança e comprova isso, pois vivemos em um parto constante, (re)nascemos a todo instante com soluções semelhantes para diferentes problemas e soluções diferentes para um mesmo problema. Somos diferentes, e guerreamos pelas diferenças. Somos inconstantes e insatisfeitos. Toda essa mudança deve-se a nossa capacidade cognitiva de absorver informações e aprender sempre através de experiências e situações.
A aprendizagem é qualquer mudança relativamente permanente no comportamento, e que resulta de experiência ou prática.
Aprender é o grande ato de viver, enfim vivemos e aprendemos em todo momento. Desde que nascemos aprendemos a respirar, assimilar informações captadas pelos nossos sentidos e processadas pelo nosso psiquê. Se não há mudança, não há aprendizagem, e se aprender é tão bom, por que não gostamos de mudar?


A vida nos “prega peças” para mudarmos, e sermos melhores a cada dia.

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LER, DEVERIA SER POIBIDO...

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A CERTEZA DO PONTO FINAL, E A VERDADE DOS ENTREMEIOS DA VIDA.


Desde pequeno aprendi que o ponto final nem sempre é a suprema verdade ou o fim de algum assunto, diferentemente da interrogação, que por si só significa um questionamento, ou da exclamação que é uma verdade exaltada.
O ponto final, poeticamente falando, é ‘seco’. Sem graça, ele não expressa verdades, como deveria de fato ser. Mas expressa situações com fins, e possíveis começos e meios.
Por exemplo, se eu falar “Hoje o dia está lindo, entretanto poderá mudar. (ponto final)” Abre uma incerteza apesar de ser certeza. Ou melhor, é uma certeza de dúvida, se assim posso dizer. Como incertamente um ponto final pode significar um simples fim.
Percebendo isso, o ponto final perde sua importância, pois não é a certeza suprema do fim que importa, mas a verdade dos entremeios de uma história.
A graça dos livros de Agatha Christie não é nome do assassino que se encontra nas páginas finais, mas como foi o percurso perigoso e difícil que chegou enfim ao objetivo. Apesar de o mais interessante ser os meados da história, onde tudo acontece, à própria Agatha começava a escrever seus livros pelo fim. Pois o que faz os detetives dos livros da Mr. Christie ter empolgantes meados é o objetivo do fim.
Sendo assim, contextualizando o ponto final, a luz do fim do túnel perde seu valor como verdade e os trilhos se tornam estranhamente valorosos. Construir uma vida sem entremeios de história, resulta como conseqüência, a falta de um fim. Ter um trem em um túnel sem trilhos resulta como conseqüência nunca alcançar a luz.
O fim é importante para se formar um meio, para se fazer uma vida precisamos de um objetivo, um ideal, um sonho ou uma “luz”. O fim dessa vida vai ser conseqüência de tudo que está nos entremeios dela.

Não gosto do começo, por mim o desprezava. Tudo pode mudar nos entremeios, pois a verdade está lá. Quem começa morto pode até ressuscitar, mas a certeza é de um fim e a verdade é dos entremeios. Quantas vezes, eu, já vi e ouvi histórias de pessoas que nascem pobres, tem como fim o sucesso e a riqueza e nos entremeios muito trabalho, desejo, e determinação.
Com toda essa história cansei dos meus entremeios. Mas percebo que preocupar-se com o fim é desperdiçar a verdade da vida. O ponto final é certo, como o desse texto, que vai existir. Mas a verdade da vida está no presente, onde escrevemos diariamente os entremeios da nossa história.


"FAÇA DO SEU HOJE, O PRESENTE DE DEUS NA SUA VIDA"

ETERNIDADE...

Indignados estão meus pensamentos
pela razão da loucura que gera o parto.
Parto do conhecimento racional.
Racionalidade de idéias loucas?
Indignação de conhecimento puro.
Excesso de razão causa loucura?
Excesso de loucura gera razão.
O parto que cria loucos faz pensar,
pensamento que loucuras faz deixar.
A razão que sem sentido faz existir,
a grande dor da existência sem fim.
"Dubito, ergo cogito, ergo sum"
"Eu dúvido, logo penso, logo existo"
DESCARTES